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Espiritismo levou-me ao autoconhecimento

  • publicado por Karitas
  • 3 de março de 2017

Perfil – Luiz Fernando A. Penteado
Por Martha Rios Guimarães

Nascido em 24 de janeiro de 1951, na cidade de São Paulo, Luiz Fernando A. Penteado é psicólogo, psicoterapeuta e consultor em Recursos Humanos. Possui larga experiência em atividades do movimento de unificação, quanto teve a oportunidade de exercer várias funções, como a de presidente da USE Regional São Paulo, de 2009 a 2015.

Dirigente Espírita – Quando e como conheceu a Doutrina Espírita?

Luiz Fernando A. Penteado – Nasci em família espírita e me lembro de ter assistido algumas reuniões desde muito pequeno e de tomar contato mais efetivo com a Doutrina aos 11 anos de idade quando li, pela primeira vez, o livro Nosso Lar, de André Luiz/ Francisco Cândido Xavier. A partir dessa data comecei a me interessar pelo assunto, tendo lido em seguida toda a série do autor. Como tínhamos uma biblioteca em casa, comecei a ler tudo, desde a Codificação aos livros do Chico e outros autores. Foi quando comecei a me interessar por Filosofia e passei a explorar esse universo.

DE – Como chegou à casa espírita?

LFAP – Aos 17 anos comecei a viver mais acentuadamente alguns fenômenos mediúnicos, o que de início me assustou um pouco, mas levado por minha mãe à casa espírita, fui orientado e encaminhado para o estudo mais objetivamente. A essa época, ingressei na Faculdade e me afastei dos cursos espíritas, mas, depois de formado, voltei a eles e dei continuidade ao aprendizado.

DE – E quais as primeiras tarefas executadas?

LFAP – No grupo espírita dei continuidade ao desenvolvimento mediúnico e passei por todos os setores e trabalhos ali desenvolvidos. Em 1979 fui orientado a iniciar um grupo espírita, nascendo então o G. E. Káritas que, posteriormente, tornou-se Sociedade Beneficente e atualmente, atendendo às normas do Código Civil, passou a chamar-se Organização Religiosa Beneficente Káritas. A casa está localizada na Zona Oeste da Capital, com 37 anos de existência.

DE – Em que medida essas atividades contribuem para o desenvolvimento do ser humano?

LFAP – O estudo da filosofia espírita e a assimilação dos valores encerrados nessa Doutrina dão base ao autoconhecimento e levam à convivência fraterna, levando-nos ao bom relacionamento com o semelhante. E isso significa comportar-se como espírita, em todos os momentos e em todos os lugares. Cabe-nos, pois, por meio do exemplo e da vivência, despertar no outro o desejo de conhecer-se a si mesmo, o que o levará ao crescimento como ser humano.

DE – Como se deu sua aproximação com o movimento de unificação?

LFAP – Pelas mãos de dona Albina Ferreira Pastorello, diretora da Káritas. Ela me apresentou aos companheiros da Distrital Lapa, onde conheci representantes de outras casas.
O então presidente, Wilson Mandanelo, falou-me sobre a entidade federativa paulista e, posteriormente, convidou-me a fazer parte da sua diretoria. Pouco tempo depois, já estava colaborando na área da Assistência Social, dirigida por Antônio Artoni. Depois, encorajado por Attílio Campanini, assumi o departamento, agora denominado Assistência e Promoção Social Espírita.
Ao longo dos anos, ocupei outros cargos na Distrital, como tesoureiro, vice-presidente e presidente. Na Regional São Paulo, exerci sua presidência até 2015. Além dessas funções, colaborei, como representante da USE, na organização de campanhas, congressos, seminários e palestras.

DE – Qual sua opinião sobre o movimento atual?

LFAP – Creio que não estamos suficientemente preparados para as demandas da sociedade. Muitos buscam fórmulas mágicas para a solução dos problemas; outros se colocam dentro de um fundamentalismo religioso estabelecendo regras de comportamento, julgando atitudes e não ajudando o crescimento. Outros já descobriram que o caminho está no diálogo amoroso do esclarecimento, no estudo e autoconhecimento e na prática da caridade, mas ainda não aprenderam a trabalhar em equipe, compartilhar experiências e conviver com os diferentes, respeitando o estágio evolutivo do outro. É preciso quebrar as amarras do egoísmo, da vaidade, do orgulho e superar o medo de assumir conceitos, atitudes e valores, nos quais acreditamos, temendo a rejeição daqueles que nos cercam. É preciso compreender que a omissão não constrói; que a ação não precisa ser agressiva e que a evolução só acontece na prática diária dos valores que abraçamos e no exemplo que podemos dar e receber dos que conosco convivem.


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